Nos anos 90, as lojas virtuais ainda contavam com uma presença tímida no mercado brasileiro. Com a melhoria do acesso à internet, alterações no ambiente econômico e a mudança no perfil do consumidor, o segmento ganhou espaço. Começava aí, a história da B2W.

Fundada a partir de lojas pioneiras no comércio eletrônico, a história da B2W reflete a fusão do Submarino e Americanas.com, que no ano anterior já havia adquirido o controle do Shoptime, conhecido pelas vendas em canal fechado.

No post de hoje, você vai conferir a história da B2W, conhecer os erros e acertos e entender melhor a situação atual da empresa. Confira!

Preposto da história da B2W

O surgimento da B2W é marcado por histórias diferentes. A Americanas.com surgiu no final do ano de 1999 como um braço das Lojas Americanas, conhecida pela forte presença no varejo dentro de shoppings centers do país. Um de seus proprietários é Jorge Paulo Lemann, conhecido empresário que controla empresas como Ambev, Kraft Hein e Burger King no Brasil.

Do mercado de livrarias online surge o Submarino. Criada por investidores, a marca surgiu no mesmo ano em que a Americanas.com, decorrente de uma série de estruturações e de um lançamento com resultados surpreendentes. Apenas no primeiro mês de vendas, obteve um faturamento superior a um milhão de reais.

As duas empresas atuavam de formas distintas, em um mercado ainda pouco explorado — mas com grandes perspectivas. A mudança no perfil dos consumidores na internet abria portas para negócios online.

A fusão

Em 2006, a história do comércio eletrônico no Brasil ganha uma significativa alçada. A Americanas.com anunciava a fusão com o Submarino, acreditando em sinergia, economia de recursos e otimização da logística. A concorrência praticamente não existia.

Na época, a nova companhia chegou a representar cerca de 70% do mercado, algo extremamente relevante quando comparado com os então existentes negócios do mundo virtual, ainda diluídos e menores.

As grandes varejistas tradicionais da época, como Casas Bahia e Ponto Frio, ainda não revelavam ambição do mercado eletrônico, possibilitando que a história da B2W alcançasse novos rumos sem grandes rivais.

Problemas de sinergia

As expectativas eram grandes com os resultados da fusão. Contudo, as captações de recursos com a sinergia de operações das empresas foi menor que esperada. A consolidação dos negócios demorou muito, gerando frustração entre os envolvidos, gerando inclusive saída voluntária de funcionários do alto escalão.

As próprias culturas das empresas, que eram distintas, também foram responsáveis. O Submarino contava com um clima organizacional descontraído, diferente da Americanas. Esse descompasso, gerava turbulência nas decisões que o grupo tomava.

Abertura de mercado

As grandes redes não demoraram para perceber o mercado que o comércio eletrônico proporcionava. A Nova Pontocom, empresa também resultante de fusão, abria caminho para conquistar seu espaço com fortes investimentos.

Por sua vez, a Magazine Luiza, sob comando de Luiza Trajano, atingia recordes de crescimento com planos ambiciosos e focados na geração de resultados. Tudo isso, batia de frente com a B2W.

Alto índice de reclamações

Em 2010, a empresa entrou em uma verdadeira guerra com seus consumidores. Em plena época de Natal, passou por vários problemas logísticos e comprometeu as entregas prometidas aos clientes, causando perda de credibilidade e desgastes nas operações.

Como estratégia para mudar as finanças já problemáticas da B2W, os centros de distribuição foram espalhados pelo país, proporcionando envio mais rápido de produtos e otimização da logística. Além disso, novos canais de comunicação (como redes sociais) foram utilizados, buscando melhorar o relacionamento com os clientes.

Agora, o negócio está apostando no marketplace, onde parceiros vendem os produtos dentro das plataformas de e-commerce das marcas do grupo. Assim, os administradores — em conjunto com aportes financeiros, esperam que a empresa consiga melhorar resultados e fazer com que uma nova etapa na história da B2W se inicie.

Gostou do conteúdo de hoje? Então aproveite para curtir nossa página no Facebook e ficar por dentro das novidades!